//FERNANDO PESCIOTTA// Risco da repetição



O ministro terrivelmente evangélico André Mendonça tentou ao máximo e talvez logre êxito por ter atrasado a revelações dos podres milionários e criminosos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Com a quebra do sigilo, o que se desconfiava se revela uma aberração.

A promiscuidade envolve relacionamento de ambos com o crime organizado. Por exemplo, a Favela Conectada, empresa de Alex Bispo dos Santos, do PCC, recebeu R$ 2 milhões do Instituto Conhecer Brasil em 2025 no contrato da Prefeitura de São Paulo para instalação de Wi-Fi na cidade, envolvendo a empresa que fez o filme de terror Dark Fraude.

A mesma produtora que recebeu dinheiro de Vorcaro e remeteu para o foragido Eduardo Bolsonaro nos EUA.

São muitas as intrincadas relações do bolsonarismo e de Vorcaro com o crime organizado, com envolvimento de milícias armadas e pagas para eliminar adversários. Crime barra pesada que Mendonça tentou encobrir.

Em 2018, o Brasil elegeu um miliciano com a atenuante de que poucos sabiam da vida pregressa e da ficha criminal de Bolsonaro, com a anuência da mídia covarde que não quis esclarecer de quem se tratava. Mas agora o País corre o risco de repetir o erro sabendo muito bem que Flávio Bolsonaro é miliciano e ligado ao crime organizado.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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