A Justiça do Trabalho condenou o supermercado Baratão da Carne, que tem lojas em Manaus e em outras cidades do Norte do País, por submeter um operador de caixa a uma escala de nove dias de trabalho com apenas um de descanso. A rede foi condenada também por servir comida estragada aos funcionários.
Saído do forno, esse é um caso que ilustra bem o cenário, quem está do lado de quem na eleição. Gente poderosa como Edilson Rufino de Jesus, dono do Baratão, e outros expoentes da elite econômica brasileira se acham no direito de escravizar empregados há décadas e não quer perder a regalia.
A palavra é horrorosa, mas a tal narrativa está na raiz do maior problema contemporâneo. Espécimes como Rufino e Bolsonaro conseguem apoio graças à capacidade de mentir e mascarar os fatos, tendo na outra ponta gente que não teve e talvez não queria a oportunidade de aperfeiçoar o conhecimento.
A mesma lógica vale para o que ocorre no STF. A crise ainda insolúvel favorece o discurso antissistema que de forma absurda favorece vagabundos que estão no sistema, ganhando dinheiro público há décadas, como os Bolsonaro. Simplesmente porque conseguem convencer gente de pouco conhecimento que eles não são do sistema.
Lula, o maior estadista da história brasileira, conseguiu mudar muita coisa no Brasil, mas a velocidade do tempo retroalimenta uma sociedade que teima em querer ser atrasada e individualista.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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