O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deste ano mostra que São Paulo sob Tarcísio de Freitas caiu do oitavo para o 11º lugar. É uma vergonha para o Estado mais rico do País, sinal de que investe mal na maior rede pública de ensino, com 3 milhões de alunos. É sinal também de péssima gestão.
Outro dado assustador: nos últimos 20 anos, desde a criação do Ideb pelo então ministro Fernando Haddad, São Paulo cresceu um ponto, ficando à frente apenas do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Roraima e Distrito Federal. Outra vergonha para a gestão de Tarcísio.
A liderança é do Piauí, onde as gestões petistas levaram a um avanço de 2,6 pontos e onde 81% do ensino médio é em tempo integral. Na classificação geral, por sinal, Piauí, principalmente, Ceará e Bahia são os destaques na dianteira.
Diante desse fracasso, o empresário Renato Feder, que Tarcísio colocou como secretário de Educação para fechar negócios com o Estado, tem a cara de pau de publicar um artigo na Folha de S. Paulo, claro, alegando que o Ideb não é ponto de chegada. Ainda por cima, ele tenta convencer os leitores incautos de que o Estado “avançou” no Ideb.
O empresário Feder e Tarcísio só pensam em corte de custos e utilização de tecnologia, para a empresa do secretário faturar mais. O resultado é esse descaso com os alunos, com o futuro do País.
Só um parêntese: para agentes do mercado financeiro como o dono da Folha, Tarcísio ainda é o nome preferencial para 2030, o mais comprometido com seus interesses. Daí a publicação de um artigo tão esdrúxulo.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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