Até aqui o TSE presidido por Kassio Nunes Marques fracassa na tentativa de impedir a desinformação no processo eleitoral, a começar pelo fato de as big techs terem ignorado todas as normas para impedir as mentiras.
Ao contrário, as empresas seguem a orientação de suas matrizes nos EUA e abandonam a moderação de conteúdos. A Meta acabou com o programa de combate à desinformação e o YouTube tirou dos seus termos de uso o veto a ataques às urnas eletrônicas, por exemplo.
O TSE agora marcou para a terceira semana deste mês o julgamento do caso de deep fake do PL. A decisão da corte vai delinear o uso dessa ferramenta de promoção da enganação.
A depender da vontade de seus padrinhos da extrema-direita, Kassio vai ser gentil com a desinformação. No primeiro debate entre candidatos a governador, Tarcísio de Freitas abusou das mentiras e do modo cafajeste. E todo mundo sabe que esse tipo de declaração é só para ganhar reverberação nas redes sociais, território livre para suas mentiras.
Com uma cúpula do TSE avessa ao modus operandi da milícia bolsonarista já era difícil evitar esses crimes nas redes, com Kassio e Tarcísio a tendência é de liberar geral.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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