//FERNANDO PESCIOTTA// A resposta de Haddad na segurança



A imprensa brasileira recorrentemente força uma narrativa segundo a qual os governos do PT são lenientes com os criminosos. Ainda atrelam a necessária garantia dos direitos humanos a uma suposta fraqueza no combate ao crime. Criou uma imagem que tira votos do partido.

Em São Paulo, Fernando Haddad busca dar uma resposta a isso. Anunciou um plano de governo para a segurança pública com inovações, o que inclui a possibilidade de se fazer boletim de ocorrência pelo WhatsApp.

O plano de Haddad tem foco nas mulheres e no uso intensivo de tecnologia, especial da inteligência artificial para melhorar os serviços públicos do setor, reduzir os índices de violência e combater o “andar de cima” do crime organizado em parceria federal.

Com isso, Haddad visa seguir o dinheiro e sufocar as organizações financeiramente. Ser mais estratégico e intensificar os serviços de inteligência. “Queremos soluções, não panaceias”, afirma.

A defesa da mulher ocupa longo espaço no programa, incluindo uma rede de apoio para prevenção de crimes cometidos dentro de casa, o mais comum contra as mulheres.

Dizendo querer ser o “governador da segurança pública para devolver as pessoas às ruas e proteger mulheres e famílias”, Haddad segue uma lógica que o orientou na Prefeitura de São Paulo. Foi sob sua gestão que a Capital criou programas para “ocupar as ruas” que estão em vigor até hoje, e o maior exemplo é a Avenida Paulista aos domingos, campeã de entretenimento, lazer e convivência democrática.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

Comentários

  1. "A narrativa, segundo a qual os governos do PT são lenientes com os criminosos. Ainda atrelam a necessária garantia dos direitos humanos a uma suposta fraqueza no combate ao crime. Criou uma imagem que tira votos do partido."
    A classe média e baixa, que decidem as eleições por serem maioria, precisam entender que a polícia de Tarcísio, a PM Paulista, está entre as que mais matam e agridem cidadãos paulistas.
    Todos sabemos, inclusive a mídia, que os ricos não são incomodados ou perseguidos pela PM. E a própria recusa de usarem câmaras corporais demonstram o modus operandis dessa violência contra pretos e pobres.
    O uso de tecnologias e a visão humanitária ajudam no combate às práticas criminosas, mas é preciso antes de mais nada por fim a essa visão Hollywoodiana, de agir na polícia.
    E, pior, muitos frequentam templos da universal e da igreja metodista, mas não se humanizar ou seguem as palavras bíblicas.
    O PT, com HADDAD, é uma visão de correção desta distorção.

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