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O miliciano júnior fez um enorme barulho com a confusão em torno de sua filiação partidária no site do TSE, para construir uma narrativa para o gado reproduzir.
Ao tentar registrar sua candidatura, viu que isso seria impossível porque estava filiado ao Missão, e não ao PL, e o Missão já tem candidato, o boquirroto Renan Santos.
O TSE descarta a possibilidade de ter havido uma intervenção hacker e assegura tratar-se de uso indevido das credenciais de acesso do partido Missão. Uma pessoa autorizada a operar a ferramenta de filiação da legenda fez a troca.
O Missão alega ser “vítima” da filiação fraudulenta e que partiu dele o aviso ao TSE. Renan Santos insinuou que a simulação foi do bolsonarista, para tumultuar o processo eleitoral e chamar a atenção.
Nesse jogo de empurra, é necessário que o TSE esclareça o fato com precisão, colocando a Polícia Federal na investigação. Sob o comando do bolsonarista Kassio Nunes Marques, porém, é possível que deixe no ar a desconfiança criada, o que seria péssimo para o processo eleitoral.
Independentemente de investigações, o caso só reforça que bolsonaristas e missioneiros com suas molecagens não têm a menor condição de governar nada.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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