//FERNANDO PESCIOTTA// Exemplo de como não ser



Na contramão do mundo político no qual orbita, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem se revelado aliado de primeira hora do bolsonarismo. Vê nesse gesto um caminho para sua ambição de ser candidato a governador.

O prefeito acha que o PL vai perder a eleição presidencial deste ano, o que fortalecerá a candidatura de Tarcísio de Freitas em 2030, abrindo uma janela para sua postulação.

Para pavimentar sua pretensão, Nunes tem feito horrores. Sua gestão visa exclusivamente favorecer e beneficiar negócios de empresas suspeitas.

É nesse contexto que aparece a denúncia contra o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp), que tem assassinado a história urbanística de São Paulo.

O Conpresp tem sido um exemplo de como os municípios não devem ser. Aprova todos os pedidos de incorporadoras. Segundo o Ministério Público, o órgão favorece a especulação imobiliária e prioriza critérios econômicos em detrimento da preservação do patrimônio histórico.

O Conpresp autorizou a demolição de vilas históricas, mas a gota d’água foi a autorização de construção de um shopping na antiga serraria do Parque do Ibirapuera, concedido à iniciativa privada.

Ricardo Nunes não tem medido esforços para agradar de forma para lá de suspeita a indústria da construção. Sob sua gestão, São Paulo virou um vale-tudo para negócios suspeitos. Daí a identificação e proximidade com o bolsonarismo.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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