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Poucos dias após Eduardo Bolsonaro estar em Washington, os EUA anunciam a suspensão do visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Viotti.
Os EUA exigem que o Brasil aceite a indicação do cubano colonialista Daniel Perez para ser embaixador em Brasília, mas ele ainda nem foi aprovado pelo Senado dos EUA. Ou seja, as razões são falsas.
O Planalto acertadamente alega que a medida não é um fato isolado, mas integra uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil, motivadas por “razões ideológicas”. Há interesse em interferir na eleição e tentar ajudar o outro lado, como diz o presidente Lula.
Diplomatas brasileiros e americanos ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo consideram a medida gravíssima, desproporcional e sem precedentes, e apontam vários aspectos “anômalos”.
Durante décadas, na guerra fria, os EUA articularam golpes e impuseram ditaduras para assegurar seus interesses na América Latina e em diversas partes do então chamado Terceiro Mundo. Mas o faziam sem essa sem-vergonhice. Ao menos tentavam esconder, embora isso fosse impossível.
O governo dos EUA tomado por cubanos colonialistas atende às diretrizes da extrema-direita global e força a barra contra Lula, mas no fundo pode acabar dando impulso ao presidente brasileiro.
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(Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com)
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