//FERNANDO PESCIOTTA// Amizade íntima



Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, recebia um altíssimo salário do Banco Master para promover ações violentas em defesa dos interesses de Daniel Vorcaro. Gente boa, portanto.

Com o avanço das investigações da Polícia Federal, Sicário foi preso em março e morreu nas dependências da PF. Oficialmente, se suicidou.

Seja como for, o arquivo foi apagado. Entre os segredos levados para o túmulo está a relação de Sicário com a família Bolsonaro e o que ele sabe sobre as mutretas desses milicianos com Vorcaro.

Nesta quarta-feira (15), o portal ICL Notícias publicou uma foto na qual aparece um Flávio Bolsonaro sem camisa, sorridente e abraçadinho a Sicário – a foto passou por cinco perícias que atestaram sua autenticidade.

Um dos chefes do capanga era Fabiano Campos Zettel, operador do esquema de violência de Vorcaro. Zettel doou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro em 2022, quando perdeu para Lula.

As relações da família com Vorcaro, seu capanga e os esquemas do Master são bem intrincadas, o que pode até levantar suspeitas ainda maiores sobre a estranha morte de Sicário.

Ainda nesta quarta-feira, o ex-deputado Julian Lemos, que coordenou a campanha miliciana no Nordeste em 2018, disse que Flávio operava 24 horas por dia durante a gestão do pai e com isso acumulou uma fortuna de R$ 600 milhões.

Esses caras não são amadores.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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