//FERNANDO PESCIOTTA// Michelle e o crime organizado



A CPI do Crime Organizado quer votar nesta quarta-feira um pacote de requerimentos para levar ao centro da investigação gente boa da política, do mercado financeiro e do setor empresarial.

Estão no alvo da comissão pessoas de bem como o incompetente ex-ministro Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, aquele que nada viu das fraudes do Banco Master e que manteve os juros na estratosfera por longo período para criar problema para o presidente Lula, entre outras coisas pouco republicanas.

A CPI quer convocar também gente do quilate de Michelle Bolsonaro, que deve ter aprendido em casa como funciona o crime organizado, e de sua assessora, Giselle Carneiro da Silva. O presidente do Partido de Ladrões (PL), Valdemar Costa Neto, também está na lista para ser convocado. A Comissão quer ouvir, ainda, Ronaldo Vieira Bento, que, provavelmente você nem imagina quem seja, mas foi ministro da Cidadania no desgoverno do miliciano.

Também estão na lista vários dirigentes de fundos de investimento e de empresas suspeitas de articular a estrutura financeira de facções criminosas, o que inclui a lavagem de dinheiro.

A lista de pessoas suspeitas que a CPI quer convocar é admirável, mas pode ser apenas a ponta do novelo, pois empresários e dirigentes de partidos para lá de suspeitos integram as organizações criminosas.

Um dos pedidos da CPI poderá ilustrar melhor essa realidade. Os investigadores querem saber quem são os beneficiários finais do dinheiro ilícito captado e distribuído pelo Banco Master e pela Reag.

Como se diz desde o caso Watergate, siga o dinheiro. 

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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