//FERNANDO PESCIOTTA// Desesperados



Relator do caso do Banco Master no STF, o ministro André Mendonça abriu o sigilo de tudo que foi apurado pela Polícia Federal.

A revelação das trocas de mensagens do gangster Daniel Vorcaro, dono do banco, tem causado uma tentativa de generalizar uma relação política que até agora se mostra restrita à direita.

Como qualquer executivo de banco, o gangster tinha uma agenda polpuda, com contatos de ministros, políticos, empresários e até magistrados do Supremo, mas sua relação e conversas eram com a direita e o centrão.

Líderes de partidos como União Brasil, PP, PL, MDB e Podemos estão muito preocupados com as revelações. O que transparece até agora é que no mundo político o gangster tinha intimidade com Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira.

Vorcaro também era recebido fora da agenda pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de ter dado muito dinheiro para candidatos do PL que apoiaram a tentativa de golpe.

O presidente Lula já disse que recebeu Vorcaro para lhe expor que a solução para a crise do setor financeiro seria técnica, dada pelo BC. Mas a mídia busca generalizar essas relações para minimizar o envolvimento promíscuo da direita com o gangster que deu um golpe de R$ 50 bilhões.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

Comentários

  1. A mídia é Mendonça nunca vão admitir essa promiscuidade da extrema direita, pois é financiada por ela, já o excelentíssimo de toga, pago pelo povo, no mínimo deveria usar do cargo com a maior lisura e transparência. Procurando dar ou transparecer ao povo que não freia a PF e nem procura restringir fatos.
    Logicamente, pedir ou esperar isso do evangélico é demais.
    Assim, segue o Brasil na disputa eleitoral com Lula conduzindo bem o país, até agora, mas as forças do mal , diga-se EUA, estão procurando as chaves do seu quintal prometido.

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