//FERNANDO PESCIOTTA// Bandidos na estrada



Em maio de 2018, no governo do temeroso Michel Temer, os caminhoneiros fizeram uma longa paralisação que afetou em cheio a economia brasileira, eliminando ao menos meio ponto porcentual do PIB.

Mais do que reivindicar valores para suas contas bancárias e melhores condições de negócios, a categoria fez uma greve que ajudou as empresas do setor e provocou um caos que interessava à extrema-direita. Pode-se dizer que foi mais um elemento a provocar a eleição do miliciano.

Fechadas as urnas do segundo turno da eleição de 2022, os caminhoneiros voltariam a provocar o caos, paralisando rodovias para exigir que o miliciano continuasse no poder mesmo perdendo a eleição.

Agora o governo se esforça em busca de alternativas para minimizar o impacto da alta do petróleo e seu efeito nocivo no preço do diesel. Medidas estão sendo tomadas, incluindo a fiscalização nos postos, que parece estarem agindo como mafiosos.

Nesta quarta-feira (18), ao comentar os efeitos perversos dos ataques ao Irã, o presidente Lula disse que só fazem elevar o preço do petróleo, ajudam a resgatar as vendas da Rússia e que há pessoas que “se aproveitam da desgraça”. Aparentemente, se referia aos condutores de caminhão.

A guerra estúpida conduzida pelos EUA e Israel é uma desgraça, mas também é desgraçada a situação de um país dependente de caminhões. Meu sonho é um dia poder fazer como os cidadãos de várias partes do mundo e como faziam meus pais e meus avós, viajar de trem.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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