Tão nefasto quanto a inteligência artificial é a ação humana visando criar uma situação que não existe.
Falando a jornalistas na sede de uma entidade do setor financeiro, o gestor de recursos Rodrigo Azevedo tentou minimizar a entrada de um caminhão de dinheiro no País dizendo que a “culpa” é de Trump e que o Brasil vive uma situação fiscal pior do que há um ano.
Assim, sem nenhum detalhamento, nenhuma explicação, tenta criar uma conjuntura incontestável. Simplesmente joga um cenário fictício e vê se cola. Colou, tanto que um jornal de economia e finanças coloca sua fala em destaque na edição.
As declarações foram feitas a meia dúzia de jornalistas que cobrem finanças e nenhum deles cumpriu o papel profissional de perguntar como, porque, quando, onde está a tão assustadora crise fiscal. Nada, nenhuma pergunta.
Azevedo é um exemplar da Faria Lima. Foi diretor do Banco Central na gestão do banqueiro Henrique Meirelles e usa essa passagem para alavancar sua conta bancária.
Seu objetivo é surfar no pensamento único do mercado financeiro mesmo às custas da criação de cenários fictícios, mas só contra a gestão petista.
É sempre oportuno alertar para esse tipo de propagação para construir uma certeza que serve para alguns. Em ano eleitoral, mais ainda.
Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


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