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É curioso ver o governo do Estado de São Paulo gastar muito do seu, do meu, do nosso dinheiro numa campanha publicitária sobre o consumo de água. É curioso porque teoricamente a gestão estadual não tem mais nada com isso, desde que privatizou a Sabesp, terceirizando o serviço e as responsabilidades por isso.
Na prática, quem tem, tem medo, diz o ditado popular. Pois Tarcísio de Freitas quis agradar ao mercado financeiro e talvez até tenha obtido alguma vantagem na operação, mas privatizar a água pode dar ruim na eleição.
Em plena época de chuvas, que causam transtornos na Capital e em várias cidades, a Sabesp tem sido um grande problema para milhões de pessoas.
A empresa privatizada reduziu a pressão da água em toda a região metropolitana, o que muda hábitos de grande parte da população. Moradores usam garrafas de água para tomar banho. Salas de cinema estão sem banheiros.
O governo de Tarcísio de Freitas é conivente. A Sabesp informa ter adotado o plano de contingência determinado pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A agência, é bom lembrar, está sob a tutela do governador e reconhece o problema, Mas numa tentativa de minimizar o caos, não classifica a medida como rodízio, mostrando alinhamento com a empresa na tentativa de enganar o consumidor.
Pelo jeito, muita água ainda vai faltar até a eleição.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários


Como se perde una eleição, dizendo que vai melhorar e acaba piorando.
ResponderExcluirEsse é o caso da Sabesp e da Eneel, a privatização desses órgãos acabou sendo um tiro no pé de Tarcísio. O caos na energia e no abastecimento de água deixam claro isso. O povo cansou, de ser idiota, em especial o paulistano, pois sofre na pele a ineficiência dess3s setores e, de lambuja, ainda ganha pedágios.
Mas se fosse só isso... joga contra o governo federal, pois muitas obras que Lula quer fazer para SP, o fascismo bolsonarista sai do palanque ou retarda obras. Coisa também semelhante, onde governadores são bolsonaristas. Quem perde é o consumidor, o eleitor é o mais gritante é no preço dos combustíveis que não chega às bombas.
Mas até as urnas funcionarem muita mentira da extrema direita vai rolar, muitos pastores vão mandar suas ovelhas para o abate.
Aguardemos!