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Ao que tudo indica, até o investidor convencional está abandonando os EUA de Donald Trump e preferindo aportar seu dinheiro no Brasil.
Essa debandada do mercado norte-americano se expressa na desvalorização global do dólar, com consequente valorização do real, recuo dos juros futuros, retração dos títulos do Tesouro dos EUA e supervalorização da Bolsa brasileira.
Na semana passada, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa, subiu 14 mil pontos, feito inédito que rompe paradigmas de seu crescimento. A maior alta semanal até então foi em abril de 2020, de pouco mais de 8 mil pontos, mas num cenário bem diferente, de soluço após uma queda vertiginosa com a chegada da pandemia.
Com esse movimento global, o Ibovespa acumula alta em dólar de 10,42% neste primeiro mês do ano, outro fato inédito. Para se ter uma ideia, o Ibovespa levou quatro anos para subir de 130 mil para 140 mil pontos, marca alcançada em maio de 2025. Agora, está na casa dos 179 mil pontos.
É irônico ver o capital fugir de um ícone empresarial para aportar dinheiro na terra de Lula, mas é isso que está acontecendo.
Tradicionais investidores no mercado de Nova York estão colocando um caminhão de dinheiro no Brasil. Analistas e a Faria Lima, boquiabertos, tentam minimizar.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários


Os EUA perderam a credibilidade, mão de obra e segurança de investimentos. A China é a nova base de apoio produtivo e quer uma rede logística de distribuição de seus produtos. O mundo multilateral e o Brics criaram seu próprio meio eletrônico de pagamento sem precisar do dólar. As negociações dis títulos norte-americanos e a valorização do dólar encerarram o ciclo da globalização unilateral de Thatcher.
ResponderExcluirO consenso agora é Pequim. Sobra aos EUA a sua loucura contra seu próprio povo e as armas para tentar intimidar o mundo, mas este mudou e não quer mais o dólar e o neocolonialismo ianque .