Após aprovação dos ministros de Relações Exteriores da União Europeia, está prevista para dia 17, no Paraguai, a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul.
O tratado estava sendo negociado desde os anos 1990, mas sempre travou por causa da má vontade europeia e da falta de compromisso real dos países na América do Sul.
O presidente Lula, ao assumir seu terceiro mandato, colocou o assunto na pauta prioritária. Buscou negociar diretamente com os países europeus mais resistentes e fortaleceu o laço com aqueles que acham que terão vantagem com o acordo, como a Alemanha.
Teoricamente, o Brasil terá grandes vantagens com o tratado que cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de consumidores e responsável por 25% do PIB global.
O agronegócio está eufórico. Mesmo produtores ligados à extrema-direita comemoram o acordo, que abre portas para o competitivo setor agrícola brasileiro e projeta investimentos em minerais raros e energia limpa no País.
Lula também soube aproveitar o momento mais favorável para um acordo com a Europa. Segundo analistas, a postura de Donald Trump, elevando tarifas e buscando acordos bilaterais, jogando na lata do lixo o multilateralismo, acendeu o sinal de alerta na Europa para buscar novos mercados.
Para os brasileiros, é esperada a queda do preço de vários produtos, embora não de forma imediata, com destaque para queijos, vinhos, azeites e chocolates. Da mesma forma, carros de alta tecnologia e máquinas chegarão ao País com preços mais competitivos, acirrando a concorrência com a indústria local, mas favorecendo investimentos em produção industrial.
Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


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