Ronaldo Caiado apareceu no cenário nacional em 1989. Então líder da União “Democrática” Ruralista (UDR), foi candidato a presidente da República num pleito que tinha Collor, Mário Covas e Lula, entre outros. Era a primeira eleição presidencial após a maldita ditadura militar.
Caiado já era truculento, autoritário com traços de cafajeste. Não mudou muito, apesar do verniz que tenta colocar em sua imagem. Seu esperneio para ser novamente candidato só reforça a truculência de sempre.
Parece, porém, que Caiado sairá frustrado desse jogo. Talvez nem consiga ser candidato, mas se o for terá a maior parte de seu novo partido, o PSD, contra ele. Com exceção do Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, a legenda estará em outras embarcações, especialmente na de Lula.
Nesta quinta-feira, o própria Caiado reconheceu que o PSD pode liberar seus quadros em muitos Estados para apoiar outro candidato.
Até em São Paulo, origem do partido de Gilberto Kassab, secretário de Tarcísio de Freitas, haverá problemas para o candidato do PSD, seja ele Caiado, Ratinho ou Eduardo Leite.
Kassab queria Tarcísio disputando o Planalto, para livrar o terreno para a realização de seu sonho, que é ser governador. Com Tarcísio no páreo e apoiando Flávio Bolsonaro, não se descarta que o PSD tenha um candidato a governador: Rodrigo Garcia.
Por enquanto, a cartada do PSD animou os isentões lavajatistas da mídia, que torcem por uma terceira via e engolem a segunda mesmo. Faz barulho, mas suas perspectivas ainda não animam muito.
Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


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