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Desde que anunciou apoio à imposição tarifária dos EUA contra o Brasil, o que atinge em cheio a economia do Estado, Tarcísio de Freitas entrou num inferno astral do qual está difícil de sair. A cada dia, uma nova derrapada, numa sucessão de fatos que praticamente o tirou da disputa presidencial.
Na virada do ano, várias cidades paulistas sofreram com a falta de água. Em alguns lugares, de forma inédita. O governador foi cobrado. Dos EUA, onde foi articular com a extrema-direita global, Tarcísio cinicamente respondeu que esse é um problema da Sabesp.
Na sequência recente, loucamente Tarcísio concordou com os aloprados do PL que sugeriram ação militar americana contra o presidente Lula.
Agora, o presidente do PP, Ciro Nogueira, antes um entusiasta da candidatura de Tarcísio, está tirando o time de campo. Segundo ele, está descartada a candidatura de Tarcísio à Presidência.
Mais do que isso, o PP avalia a possibilidade de ter um candidato a governador para enfrentar Tarcísio. Seria o ex-vice Rodrigo Garcia, que um dia foi parceiro de Gilberto Kassab. É bom lembrar, ainda, que o PP fechou uma federação com o União Brasil.
Para além do cenário da extrema-direita golpista, Ciro alega “crescente descontentamento de prefeitos” com Tarcísio e falta de atenção com parlamentares.
O PP também não gostou da fritura do então secretário de Segurança, Guilherme Derrite – convenhamos, o matador se derreteu sozinho com as trapalhadas na PEC da Segurança.
Vaidoso e extremamente ambicioso, Tarcísio corre o risco de ver os votos da direita conservadora se dividirem no Estado, desenhando um cenário até há pouco impensável em São Paulo. Ainda é difícil, mas até sua reeleição pode vir a sofrer riscos.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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