//FERNANDO PESCIOTTA// Quadrilha



Na poesia de Carlos Drummond de Andrade musicada por Chico Buarque, Carlos amava Dora, que amava Lia, que amava Léa, que amava Paulo, que amava Juca, que amava Dora, que amava, até que se amava toda a quadrilha.

O que temos visto na extrema-direita brasileira é o repeteco da Quadrilha de Drummond. Siga o fio.

Ciro Nogueira, dono do PP, acaba de se casar com Antônio Rueda, dono do União Brasil – os dois partidos formalizaram uma federação. Rueda e Ciro querem a separação do governo Lula para oficializar o amacenbamento com Tarcísio de Freitas.

Ciro é o principal agente do mercado financeiro no Congresso, a ponto de passar mais tempo em convescotes e negociatas na Faria Lima do que no seu gabinete no Senado.

A Faria Lima é acusada de lavar dinheiro do PCC.

Rueda, pelo que agora se denuncia, é dono de aviões do esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Esses aviões do PCC transportaram dinheiro que, ainda segundo a denúncia, foi levado a Ciro Nogueira.

Rueda, que ama o Ciro, que ama a Faria Lima, que ama o PCC, que ama Tarcísio, que ama a Genial, que ama a Quaest, que ama Tarcísio, que ama toda a quadrilha

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


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