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Ao decretar uma guerra comercial com o mundo, com foco central na China, o imperador laranja sabia que suas chances de êxito econômico eram próximas de zero. Não havia a menor possibilidade de dar certo, como alertou o presidente Lula.
Não se transfere produção industrial de um dia para outro. Além disso, a indústria deixou de criar emprego em massa faz muito tempo. Quando muito, Trump ia criar empregos para robôs.
Na verdade, ele jogava para o gado aplaudir. O cidadão médio americano beira o analfabetismo intelectual. É ignorante até a última raiz de milho, como já indicaram pesquisas recentes. Os caras não conhecem nem a cidade vizinha, caem em qualquer bobagem que um conservador extremista disser.
Ao voltar atrás no tarifaço global, o imperador laranja tenta evitar um colapso financeiro, de forte dano à economia, e da fuga de capital. Empresários perderam um caminhão de dinheiro e pressionavam Trump. Os títulos americanos passaram a ser alvo de venda em massa sem precedentes, com juros futuros indo a 5%. Alguém vai pagar essa conta.
Um grande estrago foi feito, e não se sabe ainda se será recuperado e quando. Além disso, a permanência de tarifas de 10% para todo o mundo joga um balde de incertezas na economia.
A estratégia de jogar para o gado é perigosa para os EUA. Para o Brasil, continua a avenida de oportunidades.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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