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São Paulo acaba de viver um episódio que reafirma a importância da articulação, pressão e ação política em benefício da sociedade.
Por mais absurdo que possa parecer, a “equipe gestora” da Escola Estadual Vladimir Herzog abriu um processo de “consulta” à comunidade escolar para transformá-la no modelo “cívico-militar”.
Com o Instituto Vladimir Herzog à frente, parcelas da sociedade civil e lideranças políticas reagiram. Seria o fim do mundo colocar um monte de milicos para tomar conta do processo pedagógico de uma escola com o nome de uma das principais vítimas da violência da ditadura militar.
Vladimir Herzog foi assassinado numa sala de tortura do DOI-CODI em São Paulo em 1975. Seus algozes lhe tentaram imputar a imagem de suicida.
Como era judeu, isso significaria que seu corpo não poderia ser enterrado em ala comum, teria de ficar numa parte isolada do cemitério israelita. Uma humilhação para a família, evitada graças à atuação decisiva do rabino Henry Sobel, da coragem de D. Paulo Evaristo Arns e do pastor James Wright, que reagiram com firmeza em nome da verdade.
Por causa da reação, a direção da escola anunciou no final da semana que, “diante de nova análise”, desistiu da militarização.
A imagem do corpo de Vlado pendurado nas masmorras da ditadura militar é o símbolo do que foi o Brasil sob tortura. Deveria estar na porta de entrada da escola que leva seu nome, que jamais poderá ter coturnos em seus corredores.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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