//CARLOS MOTTA// Serra Negra é a segunda pior cidade para se viver na região, segundo o IPS



Serra Negra só não é a pior cidade do Circuito das Águas Paulista para se viver porque Monte Alegre do Sul ostenta esse título pouco honroso. Quem diz isso não se baseia em achismos, mas em frios números de fontes oficiais, compilados no Índice de Progresso Social, o IPS Brasil, referente a 2024.  

O IPS avalia a qualidade de vida da população no Brasil de forma multidimensional. Além de avaliar se as pessoas têm o necessário para prosperar, ele permite comparar municípios, Estados e regiões.

O índice é composto por dados socioambientais e de resultado, ou seja, o IPS não mede a quantidade de infraestrutura ou recurso investido em um município, mas sim se essa infraestrutura ou esse recurso estão trazendo resultados para as pessoas. Além disso, o IPS usa dados públicos, recentes, e que sejam disponíveis para todos os municípios do Brasil. 

Em nível global, desde 2013 o Social Progress Imperative, em colaboração entre a Fundación Avina, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Harvard Business School, divulga o IPS Global, que analisa o desempenho dos países em termos de progresso social. O cálculo desse índice, na versão de 2024, é obtido a partir de 57 indicadores provenientes de pesquisas globais conduzidas por instituições como Health Metrics and Evaluation, UN Departament of Economics and Social Affairs, Gallup Poll. O IPS Global oferece dados para 170 países, oferecendo insights cruciais sobre o progresso social em escala internacional.

No ano de 2024, o Brasil apresentou a pontuação 68,90 no IPS Global, ocupando a 67ª posição no ranking entre 170 países. Na América do Sul, Chile (78,43), Argentina (77,19) e Equador (69,56) foram os países com as melhores pontuações. Em termos globais, Dinamarca (90,30), Noruega (90,32) e Finlândia (89,96) apresentaram o melhor desempenho no progresso social.

Na região do Circuito das Águas Paulista, o destaque vai para Jaguariúna, com 70,29 pontos, o que torna a cidade a 9ª melhor para se viver em todo o Brasil. Na sequência vem Holambra, com 68,46 pontos (63º no Brasil), seguida por Pedreira (67,27 pontos e 139º posição), Lindoia (66,73 pontos, 194º), Águas de Lindoia (65,42 pontos, 374º), Amparo (64,66 pontos, 497º), Socorro (63,27 pontos, 799º), Serra Negra (62,80 pontos, 955º) e Monte Alegre do Sul (61,66 pontos, 1.351º posição no Brasil).

Entre os indicadores que compõem o IPS, Serra Negra se destaca em apenas um: "Fundamentos do Bem-Estar", com 70,67 pontos. Entre os subitens, há quatro destaques: "Domicílios com Paredes Adequadas", "Distorção Idade-Série no Ensino Médio", "Expectativa de Vida" e "Acesso à Cultura, Lazer  e Esporte".

No campo oposto, o município tem um indicador negativo no IPS, "Inclusão Social" (38,79 pontos), e quatro subitens considerados fracos: ""Cobertura Vacinal (Poliomielite)", Domicílios com Iluminação Pública Adequada", "Paridade de Negros e Pardos na Câmara Municipal" e "Violência contra Indígenas". Todos os outros itens e subitens do índice tem a classificação "relativamente neutro".

Outra informação relevante no relatório do IPS é sobre o PIB per capita. Nesse quesito, Serra Negra também é a penúltima colocada (R$ 28.477,00, dados de 2021), ficando à frente apenas de Socorro (R$ 28.124,14). Jaguariúna tem o maior PIB per capita da região, de R$ 237.305,43.

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Carlos Motta é jornalista profissional diplomado (ex-Estadão, Jornal da Tarde e Valor Econômico) e editor do Viva! Serra Negra




Comentários

  1. Serra Negra, não é para os pobres, fico só para os turistas, mais tenho orgulho por ter nascido em Serra Negra, muito gratidão

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  2. Eu amava muito esta cidade ,mas ao saber que os moradores são preconceituosos, fiquei decepcionada. E além disso,o prefeito daí não faz melhorias nenhuma na cidade. Na entrada, não tem um atrativo igual a de Campos do Jordão por exemplo,a fonte é apenas uma cópia barata da Itália,enfim,eu que vivia indo nesta cidade e deixava meu dinheiro lá,nos hotéis e nos comércios,nunca mais irei.

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