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Aliados do presidente Lula concordam que ele deveria delegar a outras lideranças políticas ou ministros o embate com o Banco Central, de forma a expor suas razões para as queixas, mas sem dar ao presidente do BC um tamanho que ele não tem, sem comprometer a imagem presidencial e causar mal-entendidos no mercado financeiro que possam elevar ainda mais a dívida pública, já que tem havido alta dos juros futuros.
Nesta quarta-feira (8), o ministro Alexandre Padilha, de Relações Institucionais, confirmou a credibilidade da qual ainda desfruta, assim como outros integrantes da Esplanada dos Ministérios.
No começo da tarde, Padilha assegurou que não existe nenhuma discussão no governo sobre mudar a autonomia do BC. Afirmou, ainda, que não se pensa no Planalto em rever as metas de inflação e rechaçou haver “fritura” de Roberto Campos Neto.
As declarações alavancaram o mercado financeiro. A Bolsa, que operava em alta em torno de 0,70%, acelerou os negócios e fechou com valorização de quase 2%. O dólar caiu pouco, mas caiu, 0,06%.
Para setores da mídia, as críticas recorrentes de Lula ao Banco Central estão incluídas numa estratégia para caracterizar a herança maldita que ele recebeu do miliciano.
É verdade que o governo petista herdou o lixo em todas as áreas. Segundo o Ministério da Saúde, por exemplo, o País estava prestes a colapsar no processo de vacinação contra diversas doenças, incluindo poliomielite, sarampo e covid.
Todos os ministérios apontam graves problemas, o que dificulta a entrega prometida em campanha e esperada pela população. Lula tem razão em se preocupar e buscar alternativas, mesmo uma estratégia retórica. Mas acho que está consagrado que a herança é maldita e ele precisa estar na entrega, e não nas negações. Delinear as tarefas e ações de ministros e lideranças políticas pode ser um caminho melhor para o presidente.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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