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O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começa a formar sua equipe de trabalho e a delinear prioridades, ratificando o foco no desenvolvimento e criação de emprego. Um olho no equilíbrio fiscal, com atenção à ortodoxia econômica, e outro no social.
Para sinalizar ao mercado financeiro, Haddad coloca o economista Gabriel Galípolo, ex-presidente do Banco Fator, como secretário-executivo. O número dois da Fazenda é um homem que fala a língua dos agentes.
A equipe terá também o economista Bernard Appy como secretário especial para tocar a reforma tributária. Respeitado no mercado, Appy foi secretário-executivo da Fazenda no primeiro governo Lula e tornou-se sinônimo de reforma tributária nos últimos anos.
Haddad afirmou que uma das intenções da política econômica do governo Lula é ampliar a agenda do crédito e do mercado de capitais. Lembra que na primeira gestão petista o Brasil cresceu com crédito ativo e responsabilidade. As pessoas consumiam, o setor produtivo criava empregos, os bancos ficaram robustos e lucraram.
Ao falar do papel dos bancos públicos, Haddad observou a necessidade de oferta de serviços tecnológicos, num universo mais competitivo do que em 2003 graças à queda de barreiras regulatórias e o surgimento de bancos digitais.
Trabalhei como consultor do Banco do Brasil e do Itaú por muitos anos e posso assegurar que o BB é o mais tecnológico do País – pelo menos era até a chegada do miliciano. Pouca gente sabe porque a comunicação é falha e o preconceito, enorme.
O olho de Haddad voltado ao mercado exalta as PPPs, que “ajudam a destravar investimentos". De forma acertada, ele lembra que investimento de longo prazo quase nunca cabe no mercado de capitais e nenhum banco privado está disposto a financiar, o que exige a participação do Estado, por meio das parcerias público-privadas.
Haddad vai acertar e vai errar, mas sem dúvida deixará uma marca da sua intensidade intelectual. O caminho está sendo traçado, mas as dificuldades deixadas são enormes.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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