//FERNANDO PESCIOTTA// A bomba no colo do prefeito



Muitas cidades brasileiras estão sobrevivendo graças ao pagamento de benefícios oficiais. Aquela que pretendia dar R$ 1,2 milhão por um show do bolsonarista Gusttavo Lima, por exemplo, tem dois terços da população recebendo o novo Bolsa Família.

Sem nenhum projeto para o País, sem empatia, com tempo apenas para vagabundear e exclusivamente de olho no voto dessa gente sofrida, Bolsonaro lançou um programa social para chamar de seu e lhe deu o nome de Auxílio Brasil.

Como não sabe fazer esse tipo de coisa, e não se empenha de verdade para resolver o problema dos pobres, o tiro está saindo pela culatra.

O novo programa é capenga, não abrange a totalidade dos necessitados – são quase 2 milhões de famílias na fila –, é mal gerido, provocou um rombo nas contas públicas, não tem porta de saída e não lhe traz votos.

Segundo as últimas pesquisas, menos de 20% dos beneficiados se dizem propensos a votar no inominável.

O problema é que sem esse empenho da União, o caos fica para as pessoas e para os municípios. A bomba está estourando nas mãos dos prefeitos, que convivem com demandas de uma população carente, necessitada de ajuda de todo tipo e atenta para a próxima eleição municipal.

Junte-se a isso a recorrente tentativa de Bolsonaro de culpar os outros por todos os erros do governo. Também por isso, é melhor o gestor municipal ficar esperto, pois a corda pode arrebentar do lado mais fraco, o dos prefeitos.

----------------------------------------------------------------------------

Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com



Comentários