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Tribuna Livre

A Tribuna Livre, criada há mais de 30 anos em Serra Negra e praticamente sem uso desde então, pode ser tema de discussão das próximas sessões do Legislativo local. O presidente da CâmaraMunicipal, César Augusto Borboni, o Ney, manifestou apoio à ideia de reativá-la.

Temas relevantes

“Sou a favor sim, desde que seja usada para discutir assunto de interesse da população, não para fazer ataques”, afirmou. São bem-vindos, segundo ele, em especial temas médicos, como a covid-19, e assuntos tratados por profissionais como pesquisadores, historiadores e jornalistas, entre outros.

Último a falar

O presidente da Câmara só lamentou não ter sido um dos primeiros a ser consultado sobre o tema. “Sou a favor e o assunto tinha de ser discutido comigo. Muito se falou, mas ninguém perguntou para o presidente da Câmara, que talvez seja quem tem condições de mudar isso”, lamentou.

150 assinaturas

O projeto de decreto que institui a tribuna livre é de autoria do ex-vereador Wladimir Kapor (PT). Aprovado pela Câmara em 1988, determina que para se usar a tribuna é preciso pelo menos 150 assinaturas de eleitores. Com um projeto de emenda, qualquer vereador pode derrubar a exigência, que chegou a ser suprimida em 2002, mas que voltou a vigorar em 2006, na reformulação do regimento interno.  

Mudanças à vista

O presidente da Câmara é contra a exigência das 150 assinaturas. “Não vejo por que a pessoa tem de ter 150 assinaturas. Quer dizer que se ela tiver 150 assinaturas pode falar o que quiser?”, pergunta Ney. A ativação da Tribuna Livre está nos planos de inovação de Ney para o Legislativo serrano.

Fisioterapia x covid-19

A mudança provisória do Centro de Fisioterapia para a escola especial Olga Vichi, localizada no bairro das Vertentes, tem sido alvo de reclamação da população, que considera o local distante e de difícil acesso. Cerca de 15 pacientes por dia recebem atendimento fisioterápico.

Mudança temporária

O Centro de Fisioterapia funcionava na Unidade de Atendimento Palmeiras e sua mudança provisória, segundo a prefeitura, foi necessária para oferecer melhor atendimento aos pacientes com sintomas de covid-19, em especial no que diz respeito ao isolamento necessário.

Em busca de solução

O prefeito Elmir Chedid (DEM) e o secretário de Saúde, Ricardo Minosso, têm visitado diversos edifícios públicos para avaliar o melhor local para acomodar o Centro de Fisioterapia. Por enquanto, no entanto, o que a prefeitura tem para oferecer aos pacientes é o transporte público até o local em horários limitados, segundo os pacientes.  

Troca-troca na saúde

Apesar dos rumores de que o secretário municipal de Saúde, Ricardo Minosso, estaria deixando a pasta em março, quando completaria três meses no cargo, assessores do prefeito garantem que a especulação não procede e que nenhum nome tem sido cogitado para substituí-lo.

Acessibilidade

A agência da Caixa Econômica Federal, que registrou filas quilométricas durante a vigência do Auxílio Emergencial, não providenciou até agora o elevador para cadeirantes. O vereador Eduardo Barbosa (DEM) solicitou às autoridades serranas que cobrem providências da Regional Jundiaí, responsável pela direção da agência em Serra Negra. “A lei prevê que agência sem porta giratória, ar-condicionado e elevador pode ser fechada”, protestou o vereador.

Recursos congelados

A Câmara Municipal aprovou na última sessão a abertura de um crédito adicional especial no valor de R$ 131.380,11 destinado à Diretoria de Cultura. Mas esses recursos, provenientes da Lei Federal Aldir Blanc, criada para oferecer auxílio financeiro na pandemia a profissionais de cultura e espaços culturais, não vão poder ser utilizados de imediato. Os recursos repassados à Diretoria de Cultura vão ficar depositados em uma conta corrente, porque não foram utilizados em benefício dos artistas por falta de projetos culturais. Serra Negra recebeu R$ 223.948,65, repassados pelo governo federal por meio da Lei Aldir Blanc, mas só utilizou R$ 92.600,00 em 21 premiações contempladas.

Projetos insuficientes

A prefeitura publicou dois editais para a Lei Aldir Blanc: um para contemplar artistas e outro destinado a instituições ligadas à cultura. Além de 19 artistas foram contemplados o Instituto Nuvem e a Escola Talento. “Tivemos  dois editais que não foram suficientes para gastar todo o dinheiro”, diz o diretor de Cultura, Danilo Mainente.

Burocracia

A expectativa do diretor de Cultura é que o governo federal, em vez de solicitar a devolução do dinheiro, autorize a abertura de um novo edital para que mais artistas sejam contemplados. A dificuldade estaria na burocracia e na dificuldade de os artistas apresentarem projetos atendendo às exigências dos editais. 

Brigadeiro gourmet

A crise é grave. O prefeito Elmir Chedid sabe disso. E está convicto de que uma das saídas para amenizar as mazelas causadas pelo desemprego é, como dizem dez entre dez praticantes do credo neoliberal, ensinar o pobre coitado a pescar. Assim, nada mais lógico que oferecer aos serranos que passam por este momento difícil algumas opções para que aprendam um novo ofício e se transformem em empreendedores - essa alavanca do progresso civilizatório. Está tudo decidido: o prefeito firmou parceria com o Sebrae para juntos patrocinarem cursos de capacitação profissional, gratuitos. Falta marcar as datas, mas já se sabe que em março, abril e maio os serranos necessitados poderão aumentar seus conhecimentos e rendimentos frequentando aulas de como fazer brigadeiro gourmet, pratos veganos e vegetarianos, doces em massa e cristalizados e pizzas doces e salgadas. Além dessas aulas de grande valor nutricional, poderão ainda escolher outras sobre como cuidar de crianças até 6 anos de idade, aprender técnicas de congelamento, ajustar e reformar roupas, fabricar pães e salgados fitness, limpar e desinfetar caixas d'águas, e até mesmo fazer pequenos reparos hidráulicos e elétricos em edificações. Como se vê, haverá um leque eclético de opções. O prefeito Elmir Chedid diz que seu objetivo como gestor público é estimular a criação de pequenas empresas. "Vamos criar oportunidades. Isso pode fazer virar o futuro de Serra Negra." Pelo jeito como as coisas andam, esse é o futuro do Brasil.


Sem máscaras

Em todos os seus pronunciamentos o prefeito Elmir Chedid tem alertado a população para que tome os devidos cuidados com esta terrível doença provocada pelo coronavírus. Pede insistentemente que as pessoas mantenham o distanciamento social, lavem as mãos constantemente e usem máscaras de proteção. Mas pelo que se vê, seus apelos têm sido em vão, já que basta dar uma volta pela cidade para notar que boa parte dos serranos simplesmente ignora a evidência de que estamos numa pandemia. Pior, os próprios servidores públicos municipais, que deveriam seguir à risca as orientações do prefeito, as ignoram, como é o caso dos guardas civis e do pessoal da frente de trabalho, que vem fazendo a zeladoria da cidade. Sem contar os policiais militares. Em comum, todos eles saem às ruas sem as nossas já tão conhecidas e necessárias máscaras de proteção facial. 

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