Falta água, falta esgoto
As famílias dos bairros distantes do Centro sofrem mais com a terceirização para a Sabesp dos serviços de fornecimento de água. Assim como moradores das Três Barras e da Nova Serra Negra, castigados por dias de desabastecimento e onerados com taxas de serviço para caminhão limpa fossa, os serranos do bairro da Ramalhada pagam uma taxa de R$ 140 para garantir o abastecimento de água neste momento de seca, que afetou todas as nascentes de água da região.
Periferia desassistida
A informação é do próprio presidente da Câmara Municipal, Wagner Del Buono (DEM), que redigiu requerimento cobrando do Executivo providências para sanar a falta de água na Ramalhada. Além disso, na sessão da Câmara, informou que tem cobrado providências também da Sabesp. A falta de água e de saneamento básico nos bairros da periferia reflete o descaso da iniciativa privada com áreas que exigem investimentos em infraestrutura. A oferta de serviços nesses bairros é prejudicada porque é menos lucrativa para as empresas privadas. Nesses casos, a administração municipal deixa de cumprir sua responsabilidade de levar serviços essenciais à população de menor renda.
Igreja é essencial
Serra Negra entra para o rol de municípios do Estado de São Paulo nos quais os serviços das igrejas são considerados essenciais. O projeto de lei do vereador Edson Marquezini (PSC) foi aprovado por unanimidade na última sessão da Câmara.
Torcida da fé
A votação foi acompanhada por pastores e representantes de igrejas evangélicas e pentecostais do município, entre os quais o vereador eleito Rosimar Goleiro (Republicanos), pastor Roberto Carvalho, da Igreja O Nazareno, e o pastor Paulo Henrique, da Igreja Pentecostal da Colina do Ipê. A aprovação desobriga as igrejas a fechar as portas em situações de calamidade, crise e moléstias, como ocorreu na pandemia de covid-19. A decisão em relação à circulação de pessoas e aglomerações em missas e cultos fica agora sob a responsabilidade dos líderes religiosos. O vereador manifestou satisfação em encerrar seu mandato com a aprovação desse projeto. “Tenho orgulho de fechar o meu ciclo na política com um projeto dessa importância. “
Protesto isolado
O projeto foi aprovado por unanimidade e a votação só contou com o protesto do vereador reeleito Eduardo Barbosa (DEM), que elogiou a nova lei, mas lembrou que a lei municipal de sua autoria, que regulamenta a prestação do serviço de distribuição e coleta de malotes de bens e valores efetuado pelos carros fortes à agências bancárias, não vem sendo cumprida. Não há fiscalização, o que coloca em risco, segundo o vereador, a vida das pessoas, e nem são aplicadas multas, cuja parte da arrecadação se destinaria a instituições, entre as quais as igrejas. “O meu projeto tem multas para os bancos, que são revertidas para as entidades, mas não estão sendo cumpridas”, lamentou.
Acervo caro
A aquisição do acervo jornalístico do jornal O Serrano, aprovada pela Câmara Municipal, é um desejo de fim de mandato do prefeito Sidney Ferraresso (DEM). O negócio vai onerar os cofres públicos em R$ 60 mil. O valor cultural da compra do acervo, que vai permitir o acesso da população ao conteúdo informativo e histórico, não foi contestado pelos vereadores, ao contrário do valor da negociação. A opinião majoritária é a de que a conta será salgada para os cofres públicos em época de pandemia e cortes no Orçamento. A principal contestação foi do vereador Leandro Pinheiro (PV), o único a votar contra. O valor inicial apresentado pelo jornal O Serrano era de R$ 100 mil, o prefeito ofereceu R$ 60 mil, contraproposta aceita. “Deveríamos rejeitar o projeto para o prefeito apresentar uma nova contraproposta com valor inferior”, sugeriu Pinheiro.
Sem aperto
O vereador Edson Marquezini (PSC) foi quem fez a defesa veemente da aquisição do acervo jornalístico de O Serrano, dizendo que era um gosto do prefeito Sidney Ferraresso. Aproveitou a ocasião para dizer que não há aperto no Orçamento, ao contrário. Pelo jeito, segundo o vereador, está sobrando recursos públicos para que o prefeito deixe esse legado para a cidade. “Que aperto a prefeitura está passando, não estou vendo nada”, questionou. Negociar com a prefeitura, o vereador argumentou, é o desejo de todos os fornecedores, uma vez que o pagamento é garantido, debitado em conta corrente. Além disso, lembrou que o 13º salário dos servidores já está sendo pago e que muitos serranos têm procurado o prefeito eleito Elmir Chedid (DEM) para pedir emprego na prefeitura. “Eu, sim, estou passando aperto na minha empresa para pagar o 13º salário", afirmou.
Quanto gastou?
A mesma sessão da Câmara Municipal os vereadores aprovaram por unanimidade um requerimento de autoria de Leandro Pinheiro e Roberto de Almeida, pedindo que o prefeito Sidney Ferraresso informe o valor dos pagamentos feitos pelo Executivo à gráfica O Serrano, pertencente ao jornal do mesmo nome, neste ano.
Elegível
O ex-prefeito Antonio Luigi Ítalo Franchi, o Bimbo, eleito vice-prefeito na última eleição, foi considerado apto a assumir o cargo pela Justiça Eleitoral. A sua candidatura foi contestada pelo Ministério Público, por causa de uma condenação em primeira instância devido à publicação de uma revista enaltecendo o seu governo, custeada por empresas que também eram fornecedoras da prefeitura. A Justiça Eleitoral considerou que não houve dano ao erário público.
Ressaca pandêmica
Serra Negra sofre uma ressaca pandêmica pós-eleição. O aumento exponencial de casos de infecção por coronavírus atingiu toda a população, incluindo os políticos que passaram as semanas anteriores nas ruas fazendo campanha eleitoral. A vereadora eleita Barbara da Saúde (DEM) foi a primeira a vir a público, em vídeo, informar que testou positivo para o covid-19. Os vereadores Roberto Almeida (Republicanos) e Leo da Ambulância (DEM) não compareceram à sessão da Câmara nesta semana porque estão em isolamento social, aguardando o resultado do teste de covid-19. O vereador suplente Leandro Tomazzi (Avante) também informou nas redes sociais que estava saindo do isolamento social por conta de uma suspeita de infecção. Tomazzi também aguarda o resultado do exame.
O lado bom da notícia
Questionado pelo Viva! Serra Negra sobre se o aumento de casos de covid-19 no Brasil, no Estado e em Serra Negra já era inevitável quando o vice-governador, Rodrigo Garcia, visitou a cidade, na véspera da eleição, para garantir aos serranos que o pior da pandemia já havia passado e a tendência era o governador João Doria flexibilizar a atividade econômica, o vice-prefeito Rodrigo Magaldi criticou as reportagens publicadas pelo portal, que revelam crescimento de mais de 1.400% neste segundo semestre. A informação evidencia que o salto no número de contaminações ao longo da pandemia é semelhante ao que ocorre em todo o país. Para o vice-prefeito a cidade ainda ostenta números positivos em relação aos pacientes curados e óbitos que, segundo ele, estão abaixo de municípios vizinhos. O vice-prefeito quer mais destaque para essas informações. O Viva! Serra Negra tem publicado os dados dos boletins pela prefeitura dentro dos critérios jornalísticos. Divulgar os números sob a óptica do vice-prefeito e da administração municipal é papel da assessoria de imprensa, não do jornalista.

Ação inócua
MATA MATO
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