//FERNANDO PESCIOTTA// Selo paraguaio



Há algum tempo bolsonaristas louvam o Paraguai como sua nova terra prometida. Ainda neste ano, Luciano Hang convocou: “Empresários brasileiros, venham para o Paraguai, aqui você não paga a ineficiência do governo, paga poucos impostos, pode crescer.”

Hang se fez fotografar ao lado do presidente direitista Santiago Peña, fazendo juras de amor e puxa-saquismo.

O foragido na Flórida também elogiou Peña. Na campanha eleitoral, disse que o aliado de Trump estava “modernizando” o país e investindo num “governo digital”. “Parabéns ao Paraguai pela visão de futuro”, disse.

Esses jumentos, como diria Malafaia, não erram uma. Em menos de 48 horas após a confirmação de um escândalo sem precedentes no Ueno Bank, o maior banco digital do Paraguai, o governo direitista caiu expondo um enorme esquema de corrupção e irregularidades.

Acionista do Ueno até 2025, Peña colocou no Banco Central o ex-presidente do banco, para garantir a roubalheira. Diante da quebra do Ueno, o BC ficou acéfalo e o presidente do Paraguai renunciou para buscar imunidade como senador vitalício. Pressionado por protestos de rua, porém, o Congresso abriu um processo de impeachment que pode levar Peña para a cadeia.

Fica a lição: onde tiver bolsonarista e essa canalha toda, fuja, é coisa ruim.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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