Aliados do presidente Lula iniciaram conversas com dirigentes do centrão e de partidos de esquerda para a formação da equipe ministerial e reforço da base governista no Congresso.
Quem conduz as conversas, que passam pela eleição do comando da Câmara e do Senado, é o presidente do PT, Edinho Silva, com apoio dos senadores e ex-ministros Rui Costa e Camilo Santana.
O objetivo dessas conversas não é apenas indicar nomes para pastas, mas definir que a base no Congresso seja fiel. Neste terceiro mandato de Lula, foram muitas as traições de deputados e senadores de legendas com cargos importantes na Esplanada dos Ministérios.
Uma alternativa que o PT não colocou na mesa de negociação, mas ficou evidente publicamente, é que Lula pretende manter um governo com contato direto com as ruas e com presença marcante nas redes sociais.
Em outras palavras, a ideia é manter vivo o chamado “Exército do Lula”, com intenso apoio popular e predomínio no ambiente digital, deixando pouco espaço para a oposição.
Com isso, Lula pode dificultar o fisiologismo e cobrar de forma mais enfática as eventuais traições. A pressão das ruas e das redes precisa ser o chicote contra os espertalhões que querem cargos sem entregar votos.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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