Para gente como o governador Tarcísio de Freitas, o povo não passa de um monte de ignorantes. A gente vai enganando aqui e ali e eles continuam nos apoiando.
Foi pensando assim que fizeram campanha criticando o governo Lula e prometendo reduzir ou ao menos não aumentar impostos, mas foram os primeiros a anunciar alta do ICMS sobre combustíveis, dois dias após o segundo turno da eleição presidencial.
Além do carreirista de São Paulo, estão nessa lista Jorginho Mello (SC) e Celina Leitão (DF), aquela que estava também envolvida na mutreta da venda do BRB para o Banco Master.
A decisão, tomada dia 27 de outubro pelo Confaz, eleva a tributação sobre a gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de 1º de fevereiro de 2027, pressionando a inflação.
O aumento mais expressivo é sobre o diesel, com o imposto passando de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, alta de 11,1%, jogando no lixo os esforços do governo desde a guerra no Irã para conter o preço do combustível.
Hipócrita, Tarcísio reagiu dizendo que o aumento foi aprovado por todos os secretários, incluindo aqueles de Estados governados pelo PT. O ministro Guilherme Boulos, porém, insistiu lembrando que ainda assim a medida contradiz o discurso de campanha. Afinal, o Confaz autorizou o aumento, mas ele poderia se recusar a adotá-lo para manter a coerência.
Tarcísio, porém, é um aliado de primeira hora dos interesses do mercado financeiro, cujos agentes intensificaram as pressões contra o governo numa chantagem contra a vitória do presidente Lula.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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