//CIDADE// Cópia da Fontana di Trevi volta a apresentar sinais de deterioração



A cópia da Fontana di Trevi, em Serra Negra, voltou a apresentar sinais de deterioração apenas um ano e cinco meses depois de passar por uma chamada “revitalização artística”, realizada em maio de 2025. O monumento já mostra estátuas descascadas, fissuras nas paredes e danos no fundo do espelho d’água, problemas que voltam a colocar em questão a durabilidade dos materiais empregados na construção da réplica, inaugurada em maio de 2023 com investimento de R$ 1,6 milhão dos cofres públicos (fotos). 

Em maio de 2025, o Viva! Serra Negra noticiou que a prefeitura havia contratado serviços de recuperação do monumento por aproximadamente R$ 54 mil, com prazo de execução de 20 dias. Na ocasião, os danos nas esculturas e no revestimento do espelho d’água já eram bastante visíveis, embora a fonte tivesse apenas dois anos de existência.

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Os serviços previstos incluíam a recuperação de 14 esculturas e seis máscaras de empena, com lixamento, aplicação de primer e pintura. Também estavam programadas a remoção do poliuretano do fundo do espelho d’água, a aplicação de um revestimento monolítico uniforme, a realização de consertos gerais e a impermeabilização dos pontos pintados.

Na justificativa apresentada à época, a prefeitura afirmou que os elementos a serem recuperados estavam danificados “pela ação do tempo ou de terceiros”.

Inaugurada em 12 de maio de 2023, a réplica da Fontana di Trevi tornou-se um dos atrativos turísticos de Serra Negra. Sua construção consumiu R$ 1,6 milhão em recursos públicos. Dois anos depois, a necessidade de reparos acrescentou cerca de R$ 54 mil à conta, sem que a intervenção conseguisse evitar o reaparecimento de sinais de deterioração em pouco mais de um ano.

O caso chama a atenção para a necessidade de avaliar a durabilidade das estruturas e os custos de conservação de obras públicas destinadas ao turismo. Afinal, além do investimento inicial, a administração municipal precisa considerar as despesas com manutenção e recuperação ao longo do tempo.

A sucessão de problemas em um monumento relativamente novo reforça a importância de esclarecer quais materiais foram empregados em sua construção, quais garantias foram oferecidas pelos responsáveis pela obra e se os serviços executados em 2025 atenderam às especificações previstas na contratação.

A questão vai além da aparência de um dos pontos turísticos da cidade: envolve a qualidade de uma obra financiada com dinheiro público e a necessidade de garantir que os recursos investidos produzam resultados duradouros.

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