//FERNANDO PESCIOTTA// Desvio milionário



O que deveria ser uma prática para facilitar a vida das pessoas se transformou numa indústria de malfeitos, corrupção e roubalheira.

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele é acusado pela Polícia Federal de ter direcionado emendas parlamentares mesmo não tendo mandato no Congresso.

Segundo a PF, emendas foram “forjadamente encaminhadas e desviadas” e o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiado final.

Para se ter uma noção de grandeza, o total de dinheiro roubado pelo presidente do partido de ladrões é maior do que de toda a bancada do PT nessa modalidade de emendas.

Apoiador dos malfeitos, o presidente da Câmara, Hugo Motta, teve a desfaçatez de condenar a ação do STF.

Em vez disso, Motta deveria se preocupar com o modus operandi de seu próprio gabinete. Ainda segundo a PF, a presidência da Câmara autorizou uma funcionária chamada Mariângela Fialek a desviar dinheiro de emendas para o ex-deputado Eduardo Cunha, num total de R$ 6 milhões.

Como se vê, os recursos das emendas viraram uma farra tão grande que até gente sem mandato usa o meu, o seu, o nosso sagrado dinheiro para comprar votos e se enriquecer. Isso só é possível porque os comandos das casas legislativas são peças integrantes da engrenagem de malfeitos. 

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

Comentários

  1. A desgraça de um Esteado é a é existência de dois tipos de políticos: o miliciano ( levado à política pelo crime organizado) e o sem preparo ( visão ideológica de partido e ética). O primeiro está lá para roubar já, o segundo, para ser manipulado num discurso pronto e rápido.
    Nenhum dos dois está lá para atender ais eleitores, mas a quem lhes deu asas.
    Entenda -se aqui "asas" em sois sentidos, dinheiro e voto.
    O dinheiro é dado pelos ricos para manipularem as leis, já os que sobem pelo voto, muitos deles com votos de amigos e parentes a espera de favores.
    O problema é que na hora de votar ou propor projetos para o conjunto da sociedade nada fazem passam 4 anos ganhando para não fazer nada em prol da sociedade ou, até mesmo, da cidade e estado que o elegeram.
    Podemos concluir que a desgraça do povo está em quem votam ou partidos que exploram a ignorância do eleitor.
    Muitos querem saúde, mas votam em partidos que querem o fim do SUS. Muitos falam em segurança, mas elegem milicianos que vivem da criminalidade.
    Assim caminha a humanidade, mas a lei do retorno aparece para seus filhos e netos., pois nada é eterno.

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