//FERNANDO PESCIOTTA// Migração na extrema-direita



Nesta terça-feira (23), Donald Trump repetiu que tem intenção de interferir na eleição no Brasil, a “potência política da região”. Nesse caso, Trump ainda não sabe, mas talvez tenha de mudar de candidato.

Há possibilidades bastante plausíveis de que o movimento de extrema-direita global migre de Flávio Bolsonaro para Renan Santos.

Após a eleição de gente parecida na Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Panamá e, mais recentemente, na Colômbia, o movimento liderado pela extrema-direita dos EUA dá sinais de que poderá usar seu milionário bolo de dinheiro para eleger Renan e não Flávio.

O cara que se projetou como dirigente do irresponsável MBL facilmente conseguiu registrar um novo partido, coisa que nem Bolsonaro conseguiu. Tem crescido nas pesquisas graças ao perfil contra tudo e contra todos.

Oficialmente, o candidato do “Missão” é um “antissistema”, assim como o colombiano De La Espriella – um sujeito cheio de mutretas e negócios suspeitos, fadado ao fracasso – e os demais eleitos na América Latina – a exceção é dona Fujimori no Peru, mas ali não havia alternativa “antissistema”.

Flávio, ao contrário, se revela fraco e sugado pelo sistema. É parlamentar, usuário da rachadinha, lambuzado pelo dinheiro de Daniel Vorcaro e frequentador contumaz do ambiente político convencional.

É difícil dizer qual desastre seria maior para o País, Flávio ou Renan. Mas há fortes indícios de que para não jogar dinheiro pela janela o movimento capitalista capitaneado pela extrema-direita global migra para o playboy ex-MBL, pelo potencial “antissistema” e aderência nas redes.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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