Quando um país se propõe a realizar uma Copa do Mundo, visa se promover perante bilhões de pessoas e milhares de empresas interessadas num negócio bilionário.
Os EUA, porém, estão usando a Copa para se autodepreciar. Tudo que o país tem feito é contra o princípio dos jogos, do propósito de confraternização e contra a agregação de imagem positiva.
Barrar a entrada de um árbitro da Somália, revistar jogadores africanos na pista do aeroporto, constranger atletas iraquianos em interrogatórios de sete horas, impedir a torcida de determinados países e impedir que jogadores iranianos durmam no local de cada jogo são demonstrações de autoritarismo que expõem ao mundo a verdadeira faceta de Donald Trump.
O papel desempenhado pelo governo dos EUA, porém, não chega a surpreender. Quem acompanha as ações do bolsonarismo sabe bem que esse governo trumpista não é flor que se cheire, estamos cansados de saber.
O papel da Fifa é mais vergonhoso. Em outras situações, cantou de galo, mas com Trump parece um carneirinho.
Ao mesmo tempo que se evidencia o perfil autoritário dos EUA, fica claro que a entidade máxima do futebol só quer ganhar dinheiro, mesmo que seja para promover ditadores, como historicamente ocorre.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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