//FERNANDO PESCIOTTA// Destrambelhado e mentiroso



Donald Trump aproveitou sua presença na reunião do G7 à beira do Lago Léman, na divisa da França com a Suíça, para demonstrar toda sua capacidade de trocar as bolas, falar bobagens, mentir e fazer trapalhadas.

Essa mistura de gagá com coisa ruim parece alguém que esteve na Presidência da República do Brasil recentemente.

Falando a jornalistas, mentiu sobre a guerra no Oriente Médio, expôs fatos falsos e ainda trocou o Eduardo por Flávio. Disse ter sabido que “Bolsonaro Jr.” foi “preso”. “Ele até que estava bem nas pesquisas”, acrescentou. De forma a criar desinformação, Trump usou a condenação de Eduardo, o fujão, no STF para expor ao mundo uma inexistente prisão de candidato a presidente.

Antes disso, ele passou pelo presidente Lula, o cumprimentou com um aperto de mãos e disse: “Bom trabalho.” Logo depois, ainda a jornalistas, tendo na cabeça a “prisão de um candidato a presidente”, disse que o Brasil se transformou num país “agressivo” e “politicamente perigoso”.

Lula respondeu que Trump pode ter suas preferências eleitorais e ideológicas, mas deve respeitar a soberania das nações e não se meter nas eleições do Brasil.

Aqui e nos EUA, o sintoma é o mesmo e exige uma paciência dos infernos. Lula ainda aproveitou para se referir às ameaças dos EUA de impor mais tarifas contra o Brasil. Disse que Trump fez uma coisa “desaforada”, pois as negociações comerciais estão em andamento. “Por isso disse que ele continua agindo como imperador”, sentenciou.

Que o eleitor saiba entender o que é soberania.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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