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A dúvida existente até esta quinta-feira (7) era sobre o nome do PP – Tereza Cristina ou Ciro Nogueira – para ser o candidato a vice de Flávio Bolsonaro. Mas sempre com a certeza de que seria alguém do partido, representando a federação com o União Brasil.
Mas o bolsonarismo, entre outros adjetivos pejorativos, é ingrato. Só porque se confirmou a enxurrada de podridão de Ciro, ele foi escanteado e o PP foi colocado em banho-maria.
Após a visita da Polícia Federal, às 6h da manhã, Ciro, o homem do baixo clero da Faria Lima no Congresso, passou o dia trancado em casa. Ninguém manifestou solidariedade. A família miliciana esqueceu os bons momentos, os beijos, abraços e as trocas de favores escusos.
A curiosidade cômica é que a ação policial ocorreu por ordem do ministro bolsonarista André Mendonça, do STF.
Ciro recebeu R$ 18 milhões em propina do Banco Master para defender seus interesses. Tinha cartão de crédito e atos nababescos, como jantares caros, hotéis de luxo e viagens, pagos pelo banco.
Ciro vendeu seu mandato a Daniel Vorcaro. A proposta de aumento do valor do Fundo Garantidor de Crédito para R$ 1 milhão, que Ciro apresentou no Congresso, foi escrito por assessores do banco. “Ficou do jeito que eu mandei”, agradeceu-lhe Vorcaro.
Ex-ministro da cozinha de Bolsonaro, Ciro atua a favor dos crimes e das fraudes do Master há anos, sob a complacência da família bandida, que agora tenta fugir pela porta dos fundos. Eu se fosse o Ciro, delatava tudinho.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários

A vida de um país, dentro de uma democracia, passa pelo nível cultural de sua população. Qto mais pobre a educação, mais fácil o controle político.
ResponderExcluirO eleitor é passivo no processo de votar, escolhe por influência de alguém ou da mídia que vende a narrativa que mais seja palatavel a ele.
Votar exige isenção de influência política e empatia com o coletivo.
Num país, onde pastores dividem o rebanho para explorar e tirar seus lucros, pouca coisa se extrai de debate político a cerca dos avanços e necessidades do povo.
Some-se a isso os cassino, o narcotráfico, os mineradores ilegais e madeireiros invasores de terra.
Quando o Estado falha ou se ausenta o mundo paralelo e violento cresce.
Como corrigir isso sem pressões externas?