//FERNANDO PESCIOTTA// Nuremberg



O filme “Nuremberg” é imperdível não só pelas ótimas atuações de Russel Crowe, Rami Malek e Leo Woodall, mas também pela pedagogia ao expor o que foi o nazismo. É importante lembrar para evitar que se repita.

O nazismo sempre foi a inspiração da extrema-direita global, que colocou em prática no Brasil experimentos da Alemanha hitlerista. Não há nenhum exagero na comparação do comportamento da Gestapo e da SS com a milícia armada civil que se construía no governo passado.

Nuremberg no norte do Estado da Bavária, foi um dos berços do nazismo. Em Nuremberg Hitler realizou uma série de comícios para massificar seus ideais assassinos. A cidade foi intensamente bombardeada pelos aliados.

A escolha de Nuremberg para sediar o primeiro julgamento por crimes contra a paz mundial da história se deu também pela logística e a capacidade de aprisionamento dos criminosos no tribunal.

O filme de James Vanderbilt foca na relação do psiquiatra Douglas Kelley com Hermann Göring, indicado sucessor de Hitler em 1939 e considerado o segundo ou terceiro maior líder do nazismo.

Göring tentou negociar uma rendição, mas foi capturado na Áustria após a invasão aliada na Alemanha, em 1945. Tornou-se líder nazista pelas mesmas virtudes que o levaram à condenação em Nuremberg.

Um dos pontos altos do filme é quando o juiz Robert Jackson diz que “só podemos derrotar a tirania quando todos são responsabilizados perante a lei”. Impossível não relacionar com o nosso 11 de Janeiro.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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